Pode fugir de todo o estudo científico, mas é assim que eu sinto.
Os meus olhos enxergam o que não querem ver, ou os meus ouvidos escutam o que não querem ouvir. Meu subconsciente não releva muito bem, e é como se meu coração se partisse ao meio. Logo vem à tona a decepção, dolorosa. Meu coração absorve isso de forma negativa, mandando uma mensagem ao meu cérebro, bastante pessimista. Daí parece que o sangue todo do meu corpo sobe à cabeça, deixando-a vermelha e frágil, enquanto o resto do corpo fica entorpecido, perdendo um pouco a convicção das ações ou gestos. Tento segurar o máximo possível para que ninguém perceba. Na maioria das vezes consigo. Mas o processo continua quando fico a 'sós' comigo mesma, porque na verdade, alí também estão presentes todos os meus sentimentos reprimidos, que por algum motivo, acovardada, não expus. E isso tudo, resulta no que minha alma deixava subentendido, no que minhas verdades escondiam, e ainda assim, escorre tão pura, tão transparente, como se fosse um antídoto. Acompanhada do alívio.
A lágrima concretizou o seu percurso, deslizando pela face, e morrendo pela boca. É o sentimento que foi calado.
Lívia Souza