Tento dormir e não consigo por sua causa, e você nem sabe disso. Viro de um lado para o outro, tentando mandar em meus pensamentos, inutilmente. E inevitavelmente, me transporto para o seu lado. Iludida, torço para que ao menos por um segundo, você pense em mim antes de adormecer. Fico inquieta e angustiada, e se me vissem, me chamariam de louca, por insistir em falar sozinha. Mas de alguma forma, penso que você pode estar me ouvindo. E é uma maneira de liberar um pouco do que eu sinto. Eu fecho os olhos e me vejo acariciando seu rosto, e quando os abro, meu coração já está disparado. Levanto-me e vou para a sala, abro a janela e olho o céu, e naquele exato segundo daria tudo para estar com você. A distância não foi capaz de acabar com o que eu sinto por você. Sem você, sou só metade de mim. Uma chance, e faria tudo diferente. Eu estava errada quando achei que podia mandar no coração, e a situação saiu do controle. Sem minha permissão, você permanece vivo em mim. E no silêncio da madrugada, meu coração grita seu nome. De qualquer forma, eu tenho esperança de um dia poder dizer para você, o que eu sempre soube e não quis admitir: eu amo você, demais.
sábado, 30 de julho de 2011
Lívia Souza