Você, e o que você me causa

quinta-feira, 29 de setembro de 2011



Ontem você foi o motivo do meu melhor sorriso, hoje é responsável pela minha mais dolorosa lágrima. E amanhã será o único culpado pela minha indiferença.


Lívia Souza

Várias doses, nenhum efeito

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uma dose. Uma dose para iniciar a noite. Uma dose para suportar a noite. Uma dose para uma tentativa forjada de acabar com o gosto ácido da solidão. Uma dose na tentativa de absorver também uma amnésia, e deletar recordações que insistem em morar na minha mente. Uma dose para talvez aquecer e preencher o vazio de um coração entorpecido. Uma dose para me deixar inconsciente e não sentir a presença de uma ausência. Uma dose para apagar do meu subconsciente o gosto amargo que ficou na minha boca, desde o nosso último beijo. Uma dose por não saber por onde você tem andado. Uma dose com consciência plena de que ao acordar amanhã, as lembranças vão novamente me consumir, acompanhados da ressaca. Uma dose com o pensamento insano de talvez, não querer acordar amanhã. Nem depois. Uma dose pra fugir de uma dura realidade. Uma dose para todos os sorrisos falsos que foram distribuídos ao longo do dia. Uma dose para as palavras que não foram pronunciadas. Uma dose para todos os sentimentos reprimidos. Uma dose para não te telefonar agora. Uma dose com convicção desvairada de que várias outras doses não trarão o efeito desejado. Uma dose que trás vida matando. Uma dose inutilmente deglutida por saber que nada disso vai durar mais que uma madrugada.


Lívia Souza

Nunca diga duas coisas

domingo, 18 de setembro de 2011



Você pode dizer, pensar, imaginar e até inventar o que quiser de mim, menos duas coisas: que eu não apostei em nós dois até onde não foi possível, e que eu não me importo.


Lívia Souza

Vem comigo?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Uma chance, e eu te mostrarei um mundo novo. Um mundo onde realizar os sonhos seja mais fácil do que aparenta. Um mundo onde as lágrimas são de alegria, e os sorrisos brandos. Um mundo onde as pessoas não vivem encarceradas por trás de um personagem. Um mundo onde o palco não permite encenações, somente improvisações. Vamos sair daqui, vamos para outro lugar, vamos ser só você e eu. Vamos quebrar as regras, vamos embora sem ligar para o que vão dizer. Vamos implantar nosso próprio sistema, concretizar nossos planos. Vamos nos embriagar de nossas miragens. Vamos transformar o utópico em realidade. Vamos saciar essa vontade, que eu tenho de você e você de mim. Vamos para uma caverna, uma ilha, uma floresta. Vamos viver um com o outro, um do outro. Você vai poder se apoiar em mim, e eu em você. Poderá confiar em mim seus segredos mais sombrios, e dar-me o seu coração, quando se sentir pronto. Eu saberei esperar. Por você, vale a pena esperar. Mas não vamos perder mais tempo. A cada dia vivido, é menos um dia de vida. Eu sei que você quer tanto quanto eu. Então, vem comigo? Deixa eu te provar que é possível vivenciar tudo isso, nesse mundo que nascemos. Uma chance para tocarmos as estrelas sem precisar ir ao céu. Vem viver comigo que eu te mostro a vida!


Lívia Souza

Meu vício é você

domingo, 11 de setembro de 2011

Você é a minha droga. E a cada dia eu preciso consumir uma dose maior de você. Era pra ser só por uma noite, apenas um experimento. E como todo vício, foi me ganhando aos poucos, nas repetidas vezes em que encontrei você. Quando me encontrei, de fato. Você me proporcionou sorrisos sinceros, que já não querem se desfazer em meus lábios, e despertou em mim sentimentos que até então eram desconhecidos. Eu te quero todo dia. Eu gosto do seu olhar prioritário quando me vê chegar. Gosto do seu sorriso após um beijo nosso, e até do som da sua risada, tão gostosa de se ouvir. Gosto de quando respira fundo quando está colado em mim, absorvendo o meu cheiro ao máximo. Adoro sua cara de sono, e a acho absurdamente linda quando está bravo. Adoro seu rosto triste ao se despedir de mim, demonstrando que de certa forma, é bom estar comigo. Me sinto realmente viva ao seu lado, especial. Não me imagino sem você, sem te ver, sem te ouvir, sem te cheirar, sem te sentir. Suas mãos combinam perfeitamente com minha cintura, assim como minha boca almeja degustar da sua instintivamente. Eu preciso de você todo dia. Não só pelo fato de ser você, mas por quem eu sou quando estou ao seu lado.


Lívia Souza

Onde foi parar?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Era uma tarde como outra qualquer. Ela tirara um tempo só para ela. Deitar em sua cama e ouvir sua músicas, era só o que a acalmava. Mas virando de um lado para o outro, atordoada, pensou no que não devia. Em quem não merecia. E num piscar de olhos pequenos flashes do passado passaram em sua mente como um filme. Um filme que um dia ela atuou como personagem principal, e hoje só assiste, como se estivesse muito longe de se tornar uma realidade vivenciada por ela. Algo que era tão natural, se tornou sonho. Sonho que é almejado todas as noites para ser concretizado, novamente. Afinal, onde foi parar todo aquele amor? Para onde foram todas as promessas e juras de cumplicidade eterna? Para onde foi tudo o que está escrito nas cartas? Para onde foram todas aquelas fotos, evidências de uma combinação perfeita de loucura e paixão? Para onde foi aquele olhar especial, que demonstrava tanta primazia de ambas as partes? Para onde foram todos os beijos duradouros, e os abraços apertados? Para onde foram aqueles sorrisos intensos que se transforamaram em lágrimas intermináveis? Só o tempo explicará o inexplicável, e tirará o incurável do centro das atenções.

Ela até hoje não sabe onde foi parar tudo aquilo, e se já foi real algum dia, ou se não passou de mera ficção.

Lívia Souza

Amando a sí própria

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Ela não era perfeita, mas era autêntica. Tinha defeitos irritantes, e qualidades encantadoras. Nunca disse que o amava, mas não era necessário. Ela provava isso através de gestos. Esteve ao lado dele incondicionalmente, quando mais ninguém estava. Vivia surpreendendo-o com pequenas atitudes no dia a dia. Amava-o quando ele menos merecia. Era original na hora de dar presentes, e gostava de variar os lugares na hora de sair. Era racional sem deixar a sensibilidade de lado. Possuía uma incrível facilidade com exatas mas amava ler um bom livro. Admirava qualquer tipo de arte, e adorava dançar. Desconfiava de quem não gosta de cachorros. Era fiel por opção, e também por amor. Era bem humorada, e sorria quando tinha vontade de gritar. Sempre o incentivou a lutar pelos seus objetivos, e realmente acreditava que ele era capaz. Sabia a hora em que ele precisava apenas de uma boa conversa, e também a hora de silenciá-lo com um beijo. Sabia seduzir mas era dominada sem esforços, bastava ele querer. Ela se doava sem esperar nada em troca. Só esperava que um dia ele precisasse dela, como ela precisava dele. Ela sempre esteve lá. Independente do motivo, do lugar e do horário.

Um erro, várias consequências. Um deslize para esgotar a paciência, e destroçar uma esperança. Uma pequena gota para fazer o balde transbordar. Ela finalmente abriu os olhos e pôde enxergar. Merecia mais do que aquilo, merecia mais do que ele oferecia, merecia ser feliz. Pegou sua bolsa, se despediu com um sorriso, fechou a porta e nunca mais voltou.

Lívia Souza