Vagando em pensamentos que insistem em conter seu rosto, seus olhos, sua voz. Vagando em você. Buscando em cada olhar que passa pela janela o seu. Sem sucesso, me contento em te ver por fotos. Porém, o coração aperta logo, chamando seu nome. Você não responde. E fechar os olhos já não te traz mais.
Depois de tanto tempo distante, já não vejo mais sua imagem completa em minha cabeça. Traços distorcidos de mais um amor que se foi. Vou me desprendendo aos poucos. Tentando desativar uma parte de mim que é toda sua. Sem freadas bruscas. Sem deslizes. Tenho tentado ser regular. Tenho tentado não me machucar.
Mas tudo isso se torna inútil ao te ver novamente. Todo esforço foi em vão. E eu sempre soube que seria assim. Mentia ao dizer que seria forte o bastante para suportar. Querendo ou não ainda restam vestígios seus dentro de mim. Que nunca saíram. Que nunca sairão. Que se escondem na maior parte do tempo. Que eu me esforço para esconder. Só para que ninguém saiba que as últimas batidas do meu coração no fim do dia são sempre para você!
Autoria: Marina Coimbra